Geography, Planning and Development, History, Sociology and Political Science, Social Sciences
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Migrations and new expulsions: accumulation by dispossession or crisis of capitalist societal reproduction? Daniel Manzione Giavarotti, Ana Carolina Gonçalves Leite, Clara Lemme Ribeiro Human Geography United Kingdom, 2024 The present paper discusses the relation between population dynamics and accumulation of capital, with special emphasis on a critical dialogue with the theory of accumulation by dispossession as presented by Marxist geographer David Harvey. We depart from a discussion on the so-called primitive accumulation as conceptualized by Karl Marx, in order to identify the fundamental meaning of the said historical process: the formation of capitalism, rooted in the separation between owners of means of production, on the one hand, and owners of the workforce commodity, on the other. From there on, we present a critical appraisal of the land grabbing scholarship, in which we spotlight similarities between land grabbing's expulsive and expropriating effects and the so-called accumulation by dispossession and its supposed capacity to resolve capital's crises. However, we problematize such an interpretation in light of the fundamental crisis of capital, that is, capital's tendency to absorb less and less workers into productive processes, due to capitalist competition and technological development, that in turn undermines capital accumulation itself. Lastly, we explore how contemporary expulsion processes, in a multiscalar register, go hand in hand with distinct confinement strategies as forms of surplus population management, typical of the barbarism provoked by the collapse of capitalism.
Territorial pattern and labor crisis: Confinement as a form of territorialization of contemporary capitalist social relations Ana Carolina Gonçalves Leite, Daniel Manzione Giavarotti Cuadernos De Geografia Revista Colombiana De Geografia, 2020 A partir de uma consideração de Michel Foucault sobre a prisão e a atualização de seus questionamentos por Loïc Wacquant em pleno século XXI, apresentamos uma interpretação crítica acerca do sentido do padrão territorial de confinamento no mundo contemporâneo que incluiria a prisão, mas a extrapolaria. Expondo de forma breve a presença de padrões territoriais de confinamento ao longo do processo de modernização, seja na plantation, na região, seja no processo de metropolização, buscamos localizar o sentido de cada uma dessas práticas a partir das sugestões de Loïc Wacquant sobre as instituições peculiares, todavia discutidas à luz dos desdobramentos contraditórios da reprodução ampliada do capital que, devido à revolução microeletrônica, engendra uma acumulação fictícia à medida que prescinde progressivamente das populações não proprietárias para sua acumulação. Tendo esse cenário como parâmetro, exploramos o ponto onde o exercício da mobilidade do trabalho se cruza com aquele da biopolítica, transformando esta última em necropolítica em virtude da descartabilidade dos trabalhadores e nos permitindo qualificar e diferenciar o padrão territorial de confinamento hoje com relação às práticas similares pregressas, no contexto contemporâneo de mobilidade total em crise, de colapso da modernização e de seu horizonte civilizatório. Ideias destacadas: artigo de reflexão sobre o padrão territorial do confinamento no mundo contemporâneo. Apresentamos padrões de confinamento anteriores, discutindo sua funcionalidade para a reprodução do capital. Interpretamos o padrão atual tomando-o justamente pela ruptura que estabelece com essa funcionalidade. Relacionamos sua constituição com a crise do trabalho e com a necrogestão populacional que dela emerge.