Cecilia Guida
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Scopus Publications
- An evidence-based primary health care intervention to address domestic violence against women in Brazil: a mixed method evaluation
Loraine J. Bacchus, Ana Flávia Pires Lucas d’Oliveira, Stephanie Pereira, Lilia Blima Schraiber, Janaina Marques de Aguiar, Cecilia Guida Vieira Graglia, Renata Granusso Bonin, Gene Feder, Manuela Colombini
BMC Primary Care, 2023
Background Health systems have a critical role in a multi-sectoral response to domestic violence against women (DVAW). However, the evidence on interventions is skewed towards high income countries, and evidence based interventions are not easily transferred to low-and middle-income countries (LMIC) where significant social, cultural and economic differences exist. We evaluated feasibility and acceptability of implementation of an intervention (HERA—Healthcare Responding to Violence and Abuse) to improve the response to DVAW in two primary health care clinics (PHC) in Brazil. Methods The study design is a mixed method process and outcome evaluation, based on training attendance records, semi-structured interviews (with 13 Primary Health Care (PHC) providers, two clinic directors and two women who disclosed domestic violence), and identification and referral data from the Brazilian Epidemiological Surveillance System (SINAN). Results HERA was feasible and acceptable to women and PHC providers, increased providers’ readiness to identify DVAW and diversified referrals outside the health system. The training enhanced the confidence and skills of PHC providers to ask directly about violence and respond to women’s disclosures using a women centred, gender and human rights perspective. PHC providers felt safe and supported when dealing with DVAW because HERA emphasised clear roles and collective action within the clinical team. A number of challenges affected implementation including: differential managerial support for the Núcleo de Prevenção da Violência (Violence Prevention Nucleus—NPV) relating to the allocation of resources, monitoring progress and giving feedback; a lack of higher level institutional endorsement prioritising DVAW work; staff turnover; a lack of feedback from external support services to PHC clinics regarding DVAW cases; and inconsistent practices regarding documentation of DVAW. Conclusion Training should be accompanied by system-wide institutional change including active (as opposed to passive) management support, allocation of resources to support roles within the NPV, locally adapted protocols and guidelines, monitoring progress and feedback. Communication and coordination with external support services and documentation systems are crucial and need improvement. DVAW should be prioritised within leadership and governance structures, for example, by including DVAW work as a specific commissioning goal. - Primary health care and the specialized care services to women in situation of violence: expectations and mismatches in the voice of professionals
Janaina Marques de Aguiar, Lilia Blima Schraiber, Stephanie Pereira, Cecilia Guida Vieira Graglia, Beatriz Diniz Kalichman, Marina Silva dos Reis, Nayara Portilho Lima, Yuri Nishijima Azeredo, Ana Flávia Pires Lucas D’Oliveira
Saude E Sociedade, 2023
Resumo O trabalho em rede tem papel central na assistência a mulheres em situação de violência. Este estudo analisa as diferentes perspectivas desse trabalho para profissionais da Atenção Primária e profissionais de serviços especializados nas áreas de assistência social, assistência jurídica e segurança pública, na cidade de São Paulo, Brasil. Realizaram-se entrevistas semi-estruturadas com 16 profissionais dos serviços especializados e 46 da saúde. Os eixos para a análise temática foram: o que os profissionais sabem e pensam sobre os demais serviços; sua atuação a partir disso; e suas expectativas. Os dados revelaram conhecimento insuficiente sobre os distintos serviços, resultando em dificuldades comunicativas, bem como em encaminhamentos equivocados pautados em idealizações sobre como deveria atuar o outro serviço. Concluímos que cada setor é bastante autônomo e seus serviços partem de seu próprio campo de atuação para definir aquilo que seria melhor para a mulher. O conjunto funciona mais como uma trama de serviços do que como uma rede. - Sexual violence against women by intimate partner and gender inequality in the voice of Primary Health Care professionals
Lilia Blima Schraiber, Janaína Marques de Aguiar, Cecilia Guida Vieira Graglia, Stephanie Pereira, Nayara Portilho Lima, Beatriz Diniz Kalichman, Marina Silva dos Reis, Yuri Nishijima Azeredo, Manuela Colombini, Ana Flávia Pires Lucas d’ Oliveira
Interface Communication Health Education, 2023
É difícil reconhecer o sexo forçado vivido nas relações sexuais no âmbito doméstico como violência. Há também uma imprecisão entre a violência, tal como no sexo forçado, e a desigualdade de gênero, como na aceitação do dever marital. Buscou-se compreender o que profissionais da Atenção Primária pensam sobre essas duas experiências, como interpretam relatos das mulheres e o que fazem sobre isso. Entrevistados, os profissionais dizem que sexo forçado ou sexo sem consentimento explícito são ambos violência, e assim devem ser nomeados. Agindo desse modo, eles pensam esclarecer suas pacientes acerca dos direitos das mulheres. No entanto, no dia a dia, nem todos o fazem e ninguém reconheceu ou nomeou a aceitação do dever marital como desigualdade de gênero. Conclui-se que, se a violência está presente como questão, sua distinção quanto à desigualdade de gênero ainda é um desafio. - Are We Asking Too Much of the Health Sector? Exploring the Readiness of Brazilian Primary Healthcare to Respond to Domestic Violence Against Women
Ana Flávia Pires Lucas d’Oliveira, Stephanie Pereira, Loraine J. Bacchus, Gene Feder, Lilia Blima Schraiber, Janaina Marques de Aguiar, Renata Granusso Bonin, Cecilia Guida Vieira Graglia, Manuela Colombini
International Journal of Health Policy and Management, 2022
Background: There is growing recognition of the health sector’s potential role in addressing domestic violence (DV) against women. Although Brazil has a comprehensive policy framework on violence against women (VAW), implementation has been slow and incomplete in primary healthcare (PHC), and little is known about the implementation challenges. This paper aims to assess the readiness of two PHC clinics in urban Brazil to integrate an intervention to strengthen their DV response. Methods: We conducted 20 semi-structured interviews with health managers and health providers; a document analysis of VAW and DV policies from São Paulo and Brazil; and 2 structured facility observations. Data were analysed using thematic analysis. Results: Findings from our readiness assessment revealed gaps in both current policy and practice needing to be addressed, particularly with regards to governance and leadership, health service organisation and health workforce. DV received less political recognition, being perceived as a lower priority compared to other health issues. Lack of clear guidance from the central and municipal levels emerged as a crucial factor that weakened DV policy implementation both by providers and managers. Furthermore, responses to DV lost visibility, as they were diluted within generic violence responses. The organizational structure of the PHC system in São Paulo, which prioritised the number of consultations and household visits as the main performance indicators, was an additional difficulty in legitimising healthcare providers’ time to address DV. Individual-level challenges reported by providers included lack of time and knowledge of how to respond, as well as fears of dealing with DV. Conclusion: Assessing readiness is critical because it helps to evaluate what services and infrastructure are already in place, also identifying obstacles that may hinder adaptation and integration of an intervention to strengthen the response to DV before implementation. - Obstacles and facilitators to primary health care offered to women experiencing domestic violence: a systematic review
Ana Flávia Pires Lucas d’Oliveira, Stephanie Pereira, Lilia Blima Schraiber, Cecília Guida Vieira Graglia, Janaína Marques de Aguiar, Patrícia Carvalho de Sousa, Renata Granusso Bonin
Interface Communication Health Education, 2020
Trata-se de uma revisão sistemática da produção bibliográfica sobre obstáculos e facilitadores para o cuidado de mulheres em situação de violência doméstica na atenção primária à saúde (APS) no Brasil. O levantamento bibliográfico encontrou 1.048 referências. Analisamos 39 artigos, conforme critérios de inclusão e exclusão. A produção centrou-se em representações e crenças dos profissionais. Os principais obstáculos foram a constituição da violência doméstica contra a mulher (VDM) como questão do escopo da saúde, traduzida em dificuldades na identificação do problema e manejo no encontro assistencial, ausência de treinamento, trabalho em equipe, rede intersetorial, medo e falta de tempo. Os facilitadores focaram-se na introdução da perspectiva de gênero e direitos humanos, vínculo, acolhimento e trabalho em equipe e multisetorial. Apesar da potencialidade da APS para trabalhar com VDM, houve raros estudos que consideraram a perspectiva da gestão e financiamento, fundamental para a superação dos problemas apontados.