SPATIAL PATTERNS AND CONVERGENCE OF HOMICIDE RATES IN THE STATE OF SÃO PAULO Gustavo Navarro Martins Fonseca, Alexandre Lopes Gomes, Gustavo Carvalho Moreira Revista Brasileira De Seguranca Publica, 2025 Este estudo investigou os padrões espaciais das taxas de homicídios e avaliou a hipótese de convergência em microrregiões do estado de São Paulo. Utilizando ferramentas de Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE) e o modelo espacial de β-convergência com dados em painel, examinou-se a dinâmica dos homicídios em 63 microrregiões paulistas de 1980 a 2020. Os indicadores LISA evidenciaram a redução de clusters Baixo-Baixo e o surgimento de clusters Alto-Alto e Alto-Baixo no interior do estado, indicando um movimento de interiorização dos homicídios. Além disso, o modelo de β-convergência indicou uma tendência à homogeneização das taxas de homicídio entre as microrregiões. Esses resultados ressaltam a importância de estratégias de segurança pública focalizadas na redução dos homicídios em áreas persistentemente afetadas, bem como medidas preventivas em regiões com maior suscetibilidade a taxas elevadas de homicídio, considerando a tendência observada de convergência.
Urban mobility and gender inequalities in the city of São Paulo Aline Samara Costa Dias Hannas, Gustavo Carvalho Moreira, Aline da Cruz Urbe, 2024 Resumo A acessibilidade e a mobilidade espacial, na maioria das cidades brasileiras, seguem um padrão de desigualdades de circulação entre grupos de indivíduos, incluindo disparidades de gênero. Nesta pesquisa, o objetivo geral foi avaliar diferenças entre homens e mulheres quanto à mobilidade pela cidade de São Paulo, especificamente quanto ao tempo das viagens e à quantidade de viagens realizadas para chegar a um destino. Para isso, utilizaram-se modelos de regressão multinível para verificar como variáveis individuais e contextuais influenciam a dinâmica da mobilidade urbana. Não se rejeitou a hipótese de que há diferenças estatisticamente significativas entre a duração da viagem e o número de viagens realizadas, pela cidade de São Paulo, ao comparar homens e mulheres. O fato de ser mulher implica em maior tempo médio de duração das viagens e em menor número de viagens para se chegar ao destino de interesse, em relação às estimativas obtidas para os indivíduos do sexo masculino. Essas evidências são consoantes ao discutido na literatura de que, por conta da lógica dos papéis sociais de gênero e da divisão sexual do trabalho, o gênero, enquanto marcador social e de diferença, orienta escolhas, padrões e possibilidades de mobilidade.
Rape and the “minute-after” law in Minas Gerais, Brazil: socio-demographic factors associated with emergency prophylaxis Ane Caroline Alves Vieira, Gustavo Carvalho Moreira, Aline Cristina da Cruz Ciencia E Saude Coletiva, 2024 Resumo Esta pesquisa investigou a relação entre características sociodemográficas das meninas e mulheres vítimas de estupro em Minas Gerais, no período de 2013 a 2021, e a probabilidade de receberem tratamentos de emergência, conforme estabelecido na Lei nº 12.845/2013, conhecida como Lei do Minuto Seguinte. Utilizou-se os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) para casos de estupro para estimação de modelos de escolhas binárias. Os resultados indicam que fatores sociodemográficos das vítimas, alinhados à teoria e à prática da interseccionalidade (raça, idade, local de residência dentro das regiões de saúde, relação com o agressor e ano do registro do crime) influenciam, negativamente, a probabilidade de receberem o tratamento de emergência. Em particular, vítimas indígenas, menores de idade, agredidas por conhecidos e residentes em determinadas regiões de saúde demonstraram ter menor probabilidade de receber cuidados médicos imediatos. após o estupro. Além disso, constatou-se que a implementação da política pública não resultou em melhoria, já que, desde a promulgação da Lei, em 2013, até o ano 2021, houve diminuição no número de atendimentos médicos realizados.
The Dynamics of Thefts and Robberies in São Paulo’s Metro, Brazil Vania Ceccato, Gustavo Moreira European Journal on Criminal Policy and Research, 2021 The aim of this study is to assess the nature and space-temporal dynamics of property crimes (theft and robbery) in transport nodes, namely, metro stations and their immediate surrounding areas. The analysis is based on crime data over São Paulo’s metro system from 2010 to 2017. Drawing from environmental criminology theory, the methodology combines geographical information system (GIS) as well as statistical analysis using hypothesis testing and negative binomial regression models. Results show that thefts happen more often inside the station and robberies outside, with signs of possible interaction between these environments. Crime is often highly concentrated in a few inner city and end stations, but it varies depending on location and time. Future research and policy implications of the results add to the contribution of this current study.
Gendered mobility and violence in the São Paulo metro, Brazil Gustavo Carvalho Moreira, Vania Aparecida Ceccato Urban Studies, 2021 With about 12 million inhabitants, São Paulo, Brazil, is the largest city in South America. As in many other major southern hemisphere cities, this extreme concentration of people imposes a number of mobility and security challenges. The objective of this article was to investigate the space-time patterns of mobility and violent victimisation in São Paulo’s metro stations from a gender perspective. The methodology combines use of a Geographical Information System (GIS), statistical analysis through negative binomial regression modelling and hypothesis testing. Results indicate that mobility and the level of victimisation are gender dependent. Women are at higher risk of victimisation than men in São Paulo’s central metro station, while men run higher risk of violence at end stations – both notably during late night periods. The presence of employees reduces the risk of violence, except during the mornings. The article suggests that crime prevention initiatives need to be gender informed and sensitive to the particular spatial and temporal features of rapid transit environments.