Paulette Cavalcanti de Albuquerque

@cpqam.fiocruz.br

Dra Departamento de Saúde Coletiva
Instituto Aggeu Magalhães - Fiocruz Pernambuco

medical doctor, social and preventive medicine especialization, master and doctor in Public Health. Researcher in Primary Health Care, Family Health care and popular Education in health

EDUCATION

medical doctor, social and preventive medicine especialization, master and doctor in Public Health. Researcher in Primary Health Care, Family Health care and popular Education in health

RESEARCH, TEACHING, or OTHER INTERESTS

Health Policy, Public Health, Environmental and Occupational Health, Health (social science), General Health Professions
15

Scopus Publications

Scopus Publications

  • Public health bachelor in the expanded family health and basic healthcare centers (nasf-ab): performance and experiences in health residencies
    Gerson da Silva, Paulette Cavalcanti de Albuquerque, Élida Dias Cândido, Jussara Lisboa Viana
    Saude E Sociedade, 2024
    Resumo Este artigo pretende analisar a atuação dos residentes sanitaristas nos NASF-AB nas dimensões do apoio matricial e nas subáreas do campo da Saúde Coletiva. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, com metodologia compreensiva apoiada no referencial teórico fenomenológico de Schütz para compreender a realidade social e os significados atribuídos a essa atuação. Realizaram-se entrevistas em profundidade com cinco residentes, bacharéis em Saúde Coletiva, com atuação no NASF-AB em Pernambuco, em 2019. Os resultados revelam práticas compreendidas em gestão, planejamento, gerência, vigilância em saúde, ações de promoção e educação em saúde, estratégias de mobilização comunitária e ações intersetoriais. Nas potencialidades destacam-se o estímulo ao trabalho multiprofissional e ampliação do olhar nas ações em saúde. Como desafios há o desenvolvimento das práticas no campo assistencial; o desconhecimento da profissão; e a falta de preceptoria. Os sanitaristas encontram nas residências espaços potentes para suas práticas, centrando seus objetos de intervenção nos determinantes sociais e nas coletividades para o apoio além da lógica gerencial, da luta por direitos e mobilizações em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
  • Popular health agents in the context of the Covid-19 pandemic: the role of popular health education in building healthy and sustainable territories
    Carolina Veras Pessoa Da Silva, Paulette Cavalcanti de Albuquerque, Lívia Milena Barbosa de Deus e Mello, Mariane Silva Tavares
    Interface Communication Health Education, 2024
    Este estudo analisou as experiências desenvolvidas pelos Agentes Populares de Saúde (AgPS) na Campanha Mãos Solidárias, entre os anos 2020 e 2022, suas aproximações com a Política Nacional de Educação Popular em Saúde e com o conceito de Territórios Saudáveis e Sustentáveis. Trata-se de uma pesquisa documental, qualitativa e analítica, cujas fontes de dados foram coletadas nas mídias sociais da campanha, jornais e produções acadêmicas do tema. Os AgPS fomentaram o protagonismo popular nos territórios por meio de estratégias de mobilização pelo direito a saúde, educação em saúde, comunicação popular e cuidado em saúde. Identificaram e fortaleceram os saberes populares do território pela articulação intersetorial entre Saúde, Alimentação, Trabalho e Renda, Direitos, Comunicação e Educação. Este trabalho identificou a dificuldade de articulação das ações com o Sistema Único de Saúde (SUS) e também a necessidade de fortalecimento de políticas públicas relacionadas ao tema.
  • Community Health Workers: what do international studies tell us?
    Lívia Milena Barbosa de Deus e Méllo, Romário Correia dos Santos, Paulette Cavalcanti de Albuquerque
    Ciencia E Saude Coletiva, 2023
    Resumo Trata-se de uma revisão narrativa cujo objetivo é compreender o estado da arte da literatura sobre programas de Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) no mundo, identificando suas nomenclaturas, práticas, formação e condições trabalhistas. A grande concentração de programas de ACS ainda ocorre em países de baixa e média renda da África (18), Ásia (12) e América Latina (05), com algumas poucas experiências em países de alta renda na América do Norte (02) e Oceania (01). No total foram catalogadas 38 experiências, tendo sido descritas as práticas de cuidado, vigilância, educação, comunicação em saúde, práticas administrativas, de articulação intersetorial e mobilização social. Caracterizou-se os níveis e duração das formações das ACS, assim como as diversas condições de trabalho em cada país. Em grande parte, o trabalho é precarizado, muitas vezes voluntário e realizado por mulheres. A revisão proporcionou um panorama comparativo que pode contribuir para enriquecer o olhar de gestores e tomadores de decisão em contextos de implantação, ampliação e reconfiguração de tais programas.
  • Community health workers and the search for higher education: motivations and implications for the profession
    Lívia Milena Barbosa de Deus e Méllo, Romário Correia dos Santos, Paulette Cavalcanti de Albuquerque
    Physis, 2023
    Resumo Este artigo objetiva compreender as motivações das Agentes Comunitárias de Saúde procurarem formação de ensino superior e quais as implicações para a atuação desta categoria no Sistema Único de Saúde. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com triangulação de métodos e análise a partir da hermenêutica dialética e vertente crítica da sociologia das profissões. Emergiram as categorias: a) afirmação ou negação do projeto profissional; b) alterações nas relações de poder e nova inserção profissional. As motivações variaram entre melhorar a atuação como Agente Comunitária de Saúde, reversão do cenário de deslegitimidade e o desejo por mobilidade social. Como implicações, revela-se que a formação universitária amplia a valorização profissional e o reconhecimento social, mas nem sempre associado a uma nova reinserção profissional. A categoria não vislumbra uma formação própria em nível de graduação no momento, apontando a implementação de formação técnica como próximo horizonte.
  • Multiprofessional Residency in Health: (trans) formation for SUS in quilombola communities
    Vanessa Alves de Souza, Idê Gomes Dantas Gurgel, Paulette Cavancanti de Albuquerque
    Physis, 2022
    Resumo A inserção e atuação profissional, no Sistema Único de Saúde (SUS), suscita debates e reflexões a respeito da formação de profissionais. Dessa forma, uma das estratégias para a obtenção de formação para o SUS são as Residências Multiprofissionais em Saúde (RMS). Neste estudo, objetivamos analisar as transformações no cotidiano dos serviços de saúde com a inserção do programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família, com ênfase na saúde da população do campo (RMSFC). Trata-se de um estudo de caso, de natureza qualitativa, tendo como participantes os atores que compõem o quadrilátero da formação, através de entrevistas semiestruturadas. Utilizamos a análise Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), com o intuito de fazer o tratamento dos dados. Consideramos que esta pesquisa nos permitiu, ainda, visualizar as práticas e as transformações ocorridas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) após a inserção da RMSFC. Assim, temos informações importantes para refletir acerca de estratégias de formação de profissionais para trabalhar no SUS, especificamente no contexto da Saúde da População do Campo, contemplando comunidades quilombolas.
  • Accessibility barriers to primary care in a Pernambuco, Brazil, settlement via the perspective of peasants, health professionals, and management
    Débora Morgana Soares Oliveira do Ó, Romário Correia dos Santos, Fabiana de Oliveira Silva Sousa, Paulette Cavalcanti de Albuquerque, Mariana Olívia Santana dos Santos, Idê Gomes Dantas Gurgel
    Cadernos De Saude Publica, 2022
    São inegáveis as iniquidades envolvidas diretamente nos modos de nascer, viver, adoecer e morrer da população do campo. Para analisar a acessibilidade ao cuidado em saúde desse povo, consideramos quatro barreiras pertinentes à acessibilidade aos serviços de atenção básica: as geográficas, organizacionais, financeiras e de informação. O estudo objetivou evidenciar as barreiras de acessibilidade à atenção básica pela população de um assentamento em Pernambuco, Brasil, sob a perspectiva de assentadas, profissionais e gestão. Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal, qualitativa, do tipo caso único realizada em um assentamento de reforma agrária pernambucano e na unidade de saúde da família responsável pela assistência desse território. Um representante da gestão municipal em atenção básica foi entrevistado e dois grupos focais foram realizados, um com as assentadas e outro com os profissionais de saúde da equipe de saúde da família. Para a análise dos dados utilizou-se o método do Discurso do Sujeito Coletivo. As barreiras de acessibilidade geográfica evidenciaram distância entre unidade e assentamento sem a garantia de um transporte; as barreiras organizacionais expuseram alta demanda de usuários e estrutura física precária; as barreiras financeiras demonstraram ameaças do novo financiamento e condições socioeconômicas precárias da população; e as barreiras de informação revelaram a escassez da educação permanente e o preconceito associado às lacunas de comunicação entre profissionais e assentados. Ante às inúmeras barreiras de acessibilidade e suas consequências para a população do estudo, cabe avançar na adequação da atenção básica, com vistas a ampliar o acesso às necessidades de saúde evidenciadas.
  • Community health workers during covid-19 pandemic: Practices, legitimacy and professional education in brazil
    Lívia Milena Barbosa de Deus e Méllo, Paulette Cavalcanti de Albuquerque, Romário Correia dos Santos, Dara Andrade Felipe, Agleildes Arichele Leal de Queirós
    Interface Communication Health Education, 2021
    Agentes comunitárias de saúde (ACS) ocupam lugar estratégico no Sistema Único de Saúde (SUS). Este artigo objetiva analisar disputas quanto ao trabalho das ACS no contexto da pandemia de Covid-19, assim como experiências voluntárias análogas, refletindo sobre o futuro da profissão. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter analítico cujos dados são documentos e posições públicas de diversos sujeitos. As representações sindicais evocam a necessidade de capacitação e trabalho em home office. Gestores direcionaram o trabalho para o interior dos serviços e para ações de vigilância e não ofereceram apoio ao trabalho comunitário e de educação em saúde. Experiências de agentes voluntários apontam a importância de mais ACS no SUS e valores de solidariedade. Apresentam-se síntese das práticas, legitimidade e formação, indicando avanços e desafios da profissionalização.
  • Reports and reflections on primary health care in agrarian reform settlements
    ANA CAROLINA DE M. T. V. DANTAS, PETRÔNIO JOSÉ DE LIMA MARTELLI, PAULETTE CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE, RONICE MARIA PEREIRA FRANCO DE SÁ
    Physis, 2019
    Resumo Este estudo de caso objetivou analisar o cuidado à saúde de famílias assentadas no interior do Estado de Pernambuco, mediante observação participante, entrevistas individuais com profissionais de saúde e representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST, grupos focais com as famílias de dois assentamentos e diário de campo. Observou-se que as práticas de saúde estavam relacionadas ao cuidado popular por meio do uso de plantas medicinais, ações de prevenção, como vacinação, puericultura, acompanhamento a hipertensos e diabéticos, tratamento da água e destino do lixo. Identificou-se que fatores socioeconômicos, culturais e educacionais impactavam, de maneira negativa, na condição de saúde, enquanto a formação dos profissionais e a capacidade resolutiva da Atenção Primária limitavam a oferta de ações. Apesar de as práticas de saúde estarem de acordo com a Política Nacional da Atenção Básica, havia lacunas entre o fazer saúde técnico e o fazer saúde popular. Destacaram-se as ações realizadas pelo Movimento, como o diagnóstico da condição de saúde e planejamento, a partir da educação popular. As necessidades de saúde apresentadas pelas famílias demandavam das equipes competências e habilidades específicas para o cuidado à saúde integral implicado com a realidade socioeconômica, cultural e sanitária dos assentamentos da Reforma Agrária.
  • Fiscal responsibility law and expenditure on health personnel: An analysis of the condition of Brazilian municipalities from 2004 to 2009
    Katia Rejane de Medeiros, Paulette Cavalcanti de Albuquerque, Ricardo Antônio Wanderley Tavares, Wayner Vieira de Souza
    Ciencia E Saude Coletiva, 2017
    Resumo Os limites para as despesas com pessoal impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) têm sido apontados pelos gestores municipais de saúde como obstáculo à política do setor. O artigo analisa a tendência linear dos indicadores de despesas com pessoal e a correlação deste com o perfil de gastos com pessoal da saúde de 5.356 municípios brasileiros, entre 2004 e 2009. O estudo, de série temporal, recorreu aos dados do Finanças do Brasil (Finbra) e do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops). Observou-se uma tendência de aumento de 1,3% nas médias anuais da despesa total com pessoal dos municípios, porém as despesas com pessoal da saúde não acompanharam esse crescimento. Não houve correlação entre os indicadores, portanto, esse resultado se opõe aos argumentos dos gestores de saúde, que atribuem à LRF os problemas para contratação de trabalhadores e expansão dos sistemas de saúde. A disponibilidade de dados dos sistemas Finbra e Siops associado à carência de conhecimento sobre o assunto tornam oportunas novas pesquisas.
  • Evaluating the effectiveness of care integration strategies in different healthcare systems in Latin America: The EQUITY-LA II quasi-experimental study protocol
    María-Luisa Vázquez, Ingrid Vargas, Jean-Pierre Unger, Pierre De Paepe, Amparo Susana Mogollón-Pérez, Isabella Samico, Paulette Albuquerque, Pamela Eguiguren, Angelica Ivonne Cisneros, Mario Rovere, Fernando Bertolotto
    BMJ Open, 2015
    IntroductionAlthough fragmentation in the provision of healthcare is considered an important obstacle to effective care, there is scant evidence on best practices in care coordination in Latin America. The aim is to evaluate the effectiveness of a participatory shared care strategy in improving coordination across care levels and related care quality, in health services networks in six different healthcare systems of Latin America.Methods and analysisA controlled before and after quasi-experimental study taking a participatory action research approach. In each country, two comparable healthcare networks were selected—intervention and control. The study contains four phases: (1) A baseline study to establish network performance in care coordination and continuity across care levels, using (A) qualitative methods: semi-structured interviews and focus groups with a criterion sample of health managers, professionals and users; and (B) quantitative methods: two questionnaire surveys with samples of 174 primary and secondary care physicians and 392 users with chronic conditions per network. Sample size was calculated to detect a proportion difference of 15% and 10%, before and after intervention (α=0.05; β=0.2 in a two-sided test); (2) a bottom-up participatory design and implementation of shared care strategies involving micro-level care coordination interventions to improve the adequacy of patient referral and information transfer. Strategies are selected through a participatory process by the local steering committee (local policymakers, health care network professionals, managers, users and researchers), supported by appropriate training; (3) Evaluation of the effectiveness of interventions by measuring changes in levels of care coordination and continuity 18 months after implementation, applying the same design as in the baseline study; (4) Cross-country comparative analysis.Ethics and disseminationThis study complies with international and national legal stipulations on ethics. Conditions of the study procedure were approved by each country's ethical committee. A variety of dissemination activities are implemented addressing the main stakeholders. Registration No.257 Clinical Research Register of the Santa Fe Health Department, Argentina.
  • Budgetary databases and information quality: An assessment of Brazil’s finance (Finbra) and Information System on Public Health Budgets (Siops)
    Katia Rejane de Medeiros, Paulette Cavalcanti de Albuquerque, George Tadeu Nunes Diniz, Fabio Lima Alencar, Ricardo Antônio Wanderley Tavares
    Revista De Administracao Publica, 2014
  • From normative aspects to the reality of the Unified Health System: Revealing barriers that curtail access to the health care network
    Fabiana de Oliveira Silva Sousa, Kátia Rejane de Medeiros, Garibaldi Dantas Gurgel Júnior, Paulette Cavalcanti de Albuquerque
    Ciencia E Saude Coletiva, 2014
  • Popular health education with the Xukuru do Ororubá indigenous
    Juliana Santos Siebra Brito, Paulette Cavalcanti de Albuquerque, Edson Hely Silva
    Interface Communication Health Education, 2013
  • Characterization of the work process by oral health teams in municipalities in pernambuco state, brazil, according to population size: From community links to organization of clinical care
    Fernando Castim Pimentel, Paulette Cavalcanti de Albuquerque, Petrônio José de Lima Martelli, Wayner Vieira de Souza, Raquel Moura Lins Acioli
    Cadernos De Saude Publica, 2012
  • Analysis of the work process of environmental surveillance agents in the city of Olinda, Pernambuco State
    Ciencia Saude Coletiva, 2009