Public Health, Environmental and Occupational Health
14
Scopus Publications
Scopus Publications
Information and Communication in Ciência & Saúde Coletiva Janine Miranda Cardoso, Kizi Mendonça de Araújo, Ricardo Antunes Dantas de Oliveira Ciencia E Saude Coletiva, 2025 Resumo O artigo tem como objetivo caracterizar os artigos publicados na Editoria de Informação e Comunicação da Revista Ciência & Saúde Coletiva na última década. O corpus da análise, definido a partir dos registros fornecidos pela plataforma ScholarOne Manuscripts, é constituído por 28 artigos. Após a sistematização de variáveis quantitativas, a leitura dos artigos permitiu a identificação dos temas e abordagens teórica-metodológicas específicas. Já a análise privilegiou as interseções disciplinares no território da Saúde Coletiva. Entre os resultados, são destacados a presença de temas com longo histórico de problematização e daqueles característicos do tempo presente, reveladores da crescente interseção propiciadas pelas áreas afins à editoria, a exemplo da dramática experiência da pandemia de COVID-19. Esta articulação indica, simultaneamente, a complexidade dos desafios sociais, culturais, políticos, econômicos e sanitários a serem enfrentados, mas também o avanço da pós-graduação lato e stricto sensu e da pesquisa interdisciplinar no campo da Saúde Coletiva. Concluímos que este crescimento afirma o potencial da Informação e Comunicação em Saúde e aponta para o incremento de sua presença na Ciência & Saúde Coletiva.
Comparative analysis of vulnerability ratings for g100 municipalities Carolina De Campos Carvalho, Mônica Martins, Francisco Viacava, Ricardo Antunes Dantas de Oliveira Revista Brasileira De Estudos De Populacao, 2023 Em 2009, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) denominou g100 um grupo de municípios caracterizados por possuir mais de 80 mil habitantes, baixos níveis de receita pública per capita e alta vulnerabilidade socioeconômica. Este estudo buscou descrever o g100 a partir da posição comparativa segundo três medidas de vulnerabilidade socioeconômica aplicadas aos municípios com mais de 80 mil habitantes, discutindo a pertinência do uso da proposta da FNP como critério de priorização em políticas sociais. Comparou-se a listagem dos 100 primeiros municípios g100 com aquelas do Índice do Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) e Índice Brasileiro de Privação (IBP). Identificou-se que 25 municípios classificados como g100 não estavam entre os 100 primeiros nos demais índices; mas 46 municípios g100 encontravam-se entre os mais vulneráveis nas três medidas. Discute-se a necessidade de amplo debate e consenso sobre as medidas de vulnerabilidade socioeconômica empregadas no planejamento e execução de políticas públicas. Esta reflexão está ancorada na defesa de que as ações e políticas públicas sejam intrinsicamente planejadas para garantia de maior equidade geográfica e alocativa em face da efetividade de resposta às demandas da população.
Geographical accessibility to the supply of antiophidic sera in Brazil: Timely access possibilities Ricardo Antunes Dantas de Oliveira, Diego Ricardo Xavier Silva, Maurício Gonçalves e Silva Plos One, 2022 Snakebite accidents are considered category A neglected tropical diseases. Brazil stands out for snakebite accidents, mainly in the Amazon region. The best possible care after snakebite accidents is to obtain antiophidic sera on time. And the maximum ideal time to reach it is about 2 hours after an accident. Based on public health information and using a tool to analyze geographical accessibility, we evaluate the possibility of reaching Brazilian serum-providing health facilities from the relationship between population distribution and commuting time. In this exploratory descriptive study, the geographic accessibility of Brazilian population to health facilities that supply antiophidic serum is evaluated through a methodology that articulates several issues that influence the commuting time to health units (ACCESSMOD): population and facilities’ distribution, transportation network and means, relief and land use, which were obtained in Brazilian and international sources. The relative importance of the population without the possibility of reaching a facility in two hours is highlighted for Macro-Regions, States and municipalities. About nine million people live in locations more than two hours away from serum-providing facilities, with relevant variations between regions, states, and municipalities. States like Mato Grosso, Pará and Maranhão had the most important participation of population with reaching time problems to those units. The most significant gaps are found in areas with a dispersed population and sometimes characterized by a high incidence of snakebites, such as in the North of the country, especially in the Northeastern Pará state. Even using a 2010 population distribution information, because of the 2020 Census postponement, the tendencies and characteristics analyzed reveal challenging situations over the country. The growing availability of serum-providing health facilities, the enhanced possibilities of transporting accident victims, and even the availability of sera in other types of establishments are actions that would allow expanding the possibilities of access to serum supply.
The map of viral hepatitis in acre: Between territories and territorialities Cleilton Sampaio De Farias, Ricardo Antunes Dantas de Oliveira, Maurício R. M. P. da Luz Revista Brasileira De Geografia Fisica, 2019 As hepatites virais são doenças causadas por vírus distintos (A, B, C e D), que têm em comum o acometimento particularmente forte do fígado humano. Objetivou-se mapear a distribuição das hepatites virais no Acre, no período de 2010 a 2014, por meio de dois indicadores. Esse mapeamento foi associado a proposições para explicar seus territórios, suas territorialidades e suas territorializações, sendo respectivamente os locais de maior ocorrência, as relações históricas e sociais que causaram essas enfermidades e a formação desses territórios. Em vista de tudo isto, as hepatites virais se territorializaram historicamente no Acre, possivelmente favorecidas por aspectos inadequados de vigilância epidemiológica, ligados com o controle de outras endemias que assolavam os municípios. Estes fatores, associados com as condições socioeconômicas e ambientais, com a desigualdade de renda, de escolaridade e de desenvolvimento humano desses espaços, permitiram que as relações que proporcionam a infecção e a transmissão dessas doenças fossem passadas de geração para geração. Esse processo resultou em territórios que apresentam, além de muitos casos notificados altas taxas de incidências como em Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Tarauacá e Assis Brasil. The map of viral hepatitis in Acre: between territories and territorialities A B S T R A C TViral hepatitis are diseases caused by distinct viruses (A, B, C and D), which have in common the particularly strong involvement of the human liver. The objective of this study was to map the distribution of viral hepatitis in Acre between 2010 and 2014, using two indicators. This mapping was associated with propositions to explain their territories, their territorialities and their territorializations, being respectively the places of greatest occurrence, the historical and social relations that caused these diseases and the formation of these territories. In view of all this, viral hepatitis were historically territorialized in Acre, possibly favored by inadequate aspects of epidemiological surveillance, linked to the control of other endemic diseases that devastated the municipalities. These factors, associated with socioeconomic and environmental conditions, income inequality, schooling and human development of these spaces, allowed the relations that provide the infection and the transmission of these diseases were passed from generation to generation. This process resulted in territories that have, in addition to many cases reported high incidence rates such as Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Tarauacá and Assis Brasil.Keywords: Viral hepatitis, Map, Territories, Acre.
Viral hepatitis in Brazil: A territory-based analysis Cleilton Sampaio de Farias, Maurício R. M. P. da Luz, Ricardo Antunes Dantas de Oliveira Ra E GA O Espaco Geografico Em Analise, 2019 As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes agentes etiológicos que afetam particularmente o fígado. No Brasil, estudos indicaram a prevalência heterogênea das diferentes hepatites: de 39,5% da infecção prévia pelo VHA; de 7,4% da infecção prévia pelo VHB; de 0,37% do portador crônico do VHB e de 1,38% da infecção pelo VHC. No entanto, são escassos ou inexistem estudos sobre a distribuição das hepatites virais pelas unidades da federação com o uso de mapas. Assim, objetiva-se mapear a ocorrência das hepatites virais A, B, C e D, no período de 2010 a 2014, por meio de indicadores e propondo hipóteses iniciais para explicar sua territorialização, seu território e suas territorialidades. Para isso, analisou-se a ocorrência das hepatites virais por meio dos casos confirmados e das taxas de incidências, a partir de dados obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN e realizou-se o mapeamento com o software QGIS. A análise possibilitou o entendimento do mapa das hepatites virais no Brasil e permitiu perceber que as suas relações estão especialmente territorializadas na região Norte onde se encontram os seus principais territórios, com destaque para o Acre, que registrou as maiores incidências das hepatites A, B e D e a segunda maior da hepatite C. Esse trabalho pode auxiliar no planejamento das ações de saúde e indicar os locais prioritários para investimento em educação, habitação, saneamento básico e educação relacionadas às hepatites virais.
Barriers in access to services in five health regions of Brazil: Perceptions of policymakers and professionals in the Brazilian Unifed National Health System Ricardo Antunes Dantas de Oliveira, Cristina Maria Rabelais Duarte, Ana Luiza Braz Pavão, Francisco Viacava Cadernos De Saude Publica, 2019 Resumo: O objetivo foi analisar as barreiras de acesso aos serviços de saúde existentes em cinco Regiões de Saúde do Brasil. Foram analisadas as respostas obtidas a partir da aplicação de questionários semiestruturados a gestores, prestadores e, em número mais restrito, a profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde, tendo como referência as dimensões: Acessibilidade Geográfica, Disponibilidade e Aceitabilidade. Foram verificadas as especificidades em relação às barreiras de acesso nas regiões consideradas, já outras como a localização e tempo gasto no trajeto foram barreiras em quase todas elas quando foi considerado o cuidado ao acidente vascular cerebral. Quando à Disponibilidade, foram observadas questões relacionadas à insuficiência de médicos, tempo de espera prolongado e problemas relativos à integração, em todas as regiões. Quanto à Aceitabilidade, destacou-se a crença dos usuários de não possuir problemas de saúde. As Regiões de Saúde situadas no Sul e Sudeste do país registraram menor quantidade e diversidade de barreiras, revelando a persistência de desigualdades regionais. Embora os resultados não representem o conjunto do Brasil, permitem apontar questões relevantes sobre o processo de regionalização do sistema de saúde no país.
Health regions in brazil based on hospital admissions: A method to support health regionalization Diego Ricardo Xavier, Ricardo Antunes Dantas de Oliveira, Christovam Barcellos, Raphael de Freitas Saldanha, Walter Massa Ramalho, et al. Cadernos De Saude Publica, 2019 Este estudo aborda as regionalizações da saúde em várias escalas espaciais com base no fluxo de pacientes. Para isso, foram analisados dados por meio do relacionamento das informações de origem e destino das interações realizadas em nível municipal no Brasil em 2016. A análise tem como base a teoria dos grafos e utiliza um algoritmo de modularidade que busca agrupar municípios em comunidades que detêm grande número de conexões entre si. O algoritmo otimiza o número de entradas e saídas, levando em consideração o fluxo de pacientes. Os resultados são apresentados considerando diferentes estruturas espaciais político-administrativas. Levando-se em conta o fluxo de pacientes sem restrições espaciais foram constituídas 29 comunidades no país, 64 comunidades quando respeitados os limites das grandes regiões e 164 considerando os deslocamentos apenas dentro dos estados. Os resultados demonstram a importância de regiões historicamente constituídas, desconsiderando limites administrativos, para a efetivação do acesso a serviços de saúde. Também revelam a aderência aos limites administrativos em muitas Unidades da Federação, demonstrando a importância dessa escala espacial no contexto do acesso às internações. A metodologia usada traz contribuições relevantes para o planejamento regional em saúde.
Regional governance arrangements of the Brazilian unified national health system: Provider diversity and spacial inequality in service provision Luciana Dias de Lima, Mariana Vercesi de Albuquerque, João Henrique Gurtler Scatena, Enirtes Caetano Prates de Melo, Evangelina Xavier Gouveia de Oliveira, et al. Cadernos De Saude Publica, 2019 O estudo analisa os arranjos regionais de governança do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo esfera jurídica dos prestadores e distribuição espacial da produção de serviços de média e alta complexidade no Brasil. Tais arranjos expressam o modo como a reforma do Estado e do sistema de saúde promoveram a redistribuição de funções entre entes governamentais e privados no território. Realizou-se estudo exploratório com base em dados secundários de abrangência nacional, do biênio 2015-2016. Por meio da análise de agrupamentos baseada na composição dos percentuais da produção dos principais prestadores, foram classificadas 438 regiões de saúde. Na assistência de média complexidade, predominou o prestador público municipal (ambulatorial) e o prestador privado filantrópico (hospitalar). Na alta complexidade, predominou o prestador filantrópico e lucrativo (ambulatorial e hospitalar). A produção de média complexidade foi registrada em todas as regiões de saúde, porém, em 12 estados, mais da metade dela está concentrada em apenas uma região de saúde. A produção de alta complexidade é concentrada nas regiões das capitais estaduais. Os arranjos de governança podem ser mais ou menos diversos e desiguais, se considerados os diferentes segmentos e níveis de concentração regional da produção de média e alta complexidade. O estudo sugere que a convergência entre descentralização e mercantilização favoreceu o reescalonamento da função de prestação de serviços, com ampliação da escala de atuação de prestadores privados e fortalecimento dos municípios polos. As características dos arranjos de governança desafiam a regionalização do SUS orientada pelas necessidades coletivas das populações.